sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O contrário do Amor


O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio...
O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma... Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
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Texto de Martha Medeiros

Um comentário:

Madá disse...

Eu diria que: o contrário do branco é tudo aquilo que não é branco... ou seja, o preto, o vermelho, o amarelo, o azul, o ...
Logo, o contrário do amor é tudo aquilo que não é amor...
Mário Quintana afirmava que a indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém, neste sentido digo que, também para desprezamos alguém precisamos reconhecer a presença desse alguém e os sentimentos que este nos provoca...Para sermos indiferentes, também necessitamos do objeto da indiferença

Em suma: é melhor, muito melhor, amar, ser amado... Deixemos pois, as "filosofias" sobre o ódio, sobre a indiferença para os "filósofos"...

Beijo!

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